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MARACATU NAÇÃO ACORTE DE ALAGOAS

 

Após a “Quebra de Xangô” de 1912 — um episódio marcado por violência religiosa e repressão aos terreiros de matriz africana em Alagoas — houve um período de apagamento e silêncio cultural imposto às manifestações afro-religiosas. Apesar da perseguição, a resistência cultural não cessou. Com o passar dos anos, principalmente a partir da segunda metade do século XX, surgiram iniciativas para retomar e reafirmar a cultura negra em Alagoas. Nesse contexto, destaca-se o surgimento do primeiro Maracatu em atividade no estado: o Maracatu Nação Acorte de Alagoas, fundado como uma expressão de resgate da ancestralidade, da memória e da espiritualidade negra, rompendo o silenciamento histórico causado pela intolerância religiosa.

Fundado em 2009, pelo sacerdote Everaldo Geraldo de Melo conhecido por Doté Elias, o Maracatu Nação chamado "Acorte de Airá" que posteriormente veio a ser chamado Acorte de Alagoas. Em 2011 Doté Elias foi coroado junto com sua filha de santo Lucineide (Rainha Badesí), pelas mãos do senhor Pai Benedito Maciel e Mãe Mirian, a cerimônia aconteceu em frente a Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo, bairro do Jaraguá.

 Texto do fundador - A necessidade desse sonho é um sonho, de resgatar essa manifestação cultural nasceu do chamado ancestral, dizendo que tinha que está reverenciando a ancestralidade alagoana, através de um lado cultural. Foi muito tempo para entender, depois de muita busca veio à conclusão que era o maracatu. Pensei: “Como vou montar o maracatu?”, certo que sou pernambucano, venho da terra do frevo, mas sou criado por Alagoas, por Maceió. E aí fiquei, mas o orixá disse: “Vamos embora”, e foi quando em 2008 a gente (eu e Lola Aurino, meu compalheiro) começou a correr atráis, mas a gente não teve apoio e esse projeto do maracatu ainda era só um projeto. E aí formos em busca e em 2009 a gente teve um grande apoio da CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviços), nos apoiou financeiramente, acreditou em nossa proposta, no impacto que vinha trazer para Maceió. Eles nos passaram os instrumentos, e aí a gente só teve as dificuldades depois porque a questão era: “Quem ia está como mestre?”, mas depois os orixás foram trazendo as pessoas, as parcerias também, nós temos parcerias com o maracatu Coletivo Afro-caeté que é percussivo e os demais grupos que a gente teve essa força. Convidamos o Mestre Sandro Santana, e aceitou o convite para ensina.  

 

​A criação do Maracatu Acorte representa não apenas a continuidade de um legado cultural, mas também um ato político de resistência e afirmação da identidade afro-alagoana, enraizado nos valores de axé, tradição e luta.

 

Nossos agradecimentos vai para Rainha Marivalda do Maracatu Estrela Brilhante do Recife/PE, que nos deu grande força no começo para conduzir a Nação e o Coletivo Afro Caetés/AL.​​​​

SOCIAL

A Nação do Maracatu Acorte de Alagoas, desde sua fundação vem realizando várias atividades sociais para a Comunidade da Grota do Arroz, periferia do bairro de Cruz das Almas - Maceió/AL e no Povoado Riacho Branco, zona rural do município de Joaquim Gomes/AL.

  • Contribuir para o desenvolvimento e o bem-estar da comunidade

  • Construir um ambiente mais inclusivo, solidário e promissor

  • Combater desigualdades

  • Promover o acesso a direitos básicos

  • Contribuir para o desenvolvimento sustentável

  • Formar cidadãos comprometidos com o mundo ao seu redor

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